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Bem vindo ao cafofo. Quer um cafézinho?

Ahoy! Meu nome é Gislaine, por ai Gisaiagami na web da vida, mas muita gente me conhece também por Gisa, ou.. Gigi.

Eu já tive espaços, blogs, vozes espalhadas em podcasts (gurias nerds, coletivo cult, putzilla), já tentei formatos diferentes pra falar de cultura pop quando isso ainda era menos performático e mais conversa quando ela ainda parecia conversa — e não vitrine. Alguns deram certo por um tempo, outros nem tanto. Faz parte. Nenhuma delas foi em vão. Eu nunca parei completamente — só fiquei em silêncio.

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Eu ainda amo cultura pop, games, rpg e todo esse universo maluco que já ousou se chamar de nerd ou geek.
De verdade.
Só não aguento mais o barulho em volta dela.

Não o barulho bom — aquele de descobrir algo novo, de se empolgar, de virar a noite pensando numa história. Mas o outro. O constante. O imediato. O que transforma qualquer obra em disputa, ranking, nota, thread interminável ou guerra de fandom.

O que transforma tudo em julgamento. Em hierarquia. Em urgência. Em opinião que precisa vencer outra opinião para existir.

Eu continuo aqui.

Já passei dos 40. Sou ansiosa, hiperativa, nada zen. Tenho dores que não tinha antes e empolgações que continuam exatamente iguais. Ainda vejo anime. Ainda jogo games, ainda narro rpg. Ainda me emociono com ficção, super herois, ou uma falha crítica no dado. Só não tenho mais paciência pra fingir que tudo precisa ser urgente, genial ou definitivo.

Ainda me emociono com histórias que não me devem nada. Ainda me perco em mundos que não pedem explicação. Ainda jogo, ainda assisto, ainda narro, ainda volto.

One Piece, por exemplo, ainda me empolga. Talvez até mais agora. Eu parei, voltei, e voltei apaixonada de novo. Não porque ele virou tendência  ou inspira revoluções — mas porque ele continua sendo ele do mesmo jeitinho que me recordo de assistir. Já outros animes “muito bons”, desses unanimidade instantânea, simplesmente não me pegam. E tudo bem. Eu não preciso insistir. Nem justificar.

Com jogos é parecido. Voltei pro World of Warcraft. Jogo FFXIV também, gosto muito. Mas o Wowzinho tem gosto de voltar pra casa. Tem cheiro de tempo de paz. Talvez seja o novo sistema de housing que faz eu perder as horas sem pressão, talvez seja memória, talvez seja só afeto mesmo. E hoje eu confio mais nisso do que em qualquer hype.

O problema não é a cultura pop.
São as comunidades que às vezes conseguem esgotar a própria obra.

Todo mundo quer que a história seja exatamente o que imaginou. Que o autor confirme suas leituras pessoais, quase como se a obra precisasse obedecer.

Já quando a história dialoga com o mundo, representa mais gente, abre espaço pra vozes que antes não tinham vez, isso muitas vezes é visto como um enorme problema — quando, na real, é avanço. Muita gente nem assiste, nem joga, nem lê — só repete opinião de fulaninho influencer do Tiktok ou Youtube.  E não é que eu não assista a vídeos de criadores, consumo, mas derrepente, tudo vira disputa. Tudo vira nota. Tudo vira performance.

Em algum momento eu entendi que não preciso mais participar disso.

Algumas obras ficam.

Outras passam.

E nenhuma delas precisa ser absolvida ou condenada.

Eu ainda converso. Ainda dou opinião, estou aqui fazendo isso agora mesmo não é?. Mas só com quem quer trocar, não vencer. Não discuto com quem quer like. Não tento convencer quem já decidiu. Se não gostou, tudo bem. Às vezes o problema não é a obra. É só gosto. E gosto não se corrige.

O Cafofo da Gigi nasce desse lugar.
Mas também nasce de outra coisa: de vontade.

De manter um lugar onde ainda é possível sentar e simplesmente conversar.

Sem pressa de concluir. Sem medo de discordar ou sem destruir.

Sem precisar transformar tudo em evento.

E ele não é só sobre cultura pop.
Se um dia a conversa escorregar pra política, pra arte, pra amenidades, pra alguma treta da semana, pra um assunto completamente off ou um surto qualquer — vai ter espaço. Porque esse lugar não é uma curadoria rígida, é uma boa conversa tomando um cafezinho com você ai, que também se sente assim.

Às vezes a gente fala de anime. Às vezes de jogos, as vezes de RPG. Às vezes do mundo real batendo na porta. Às vezes só fofoca mesmo.

Não é portal. Não é review técnica. Não é thread disfarçada. Não é conteúdo rápido.
É um espaço pra falar de cultura pop e acasos com memória, afeto, ironia em doses pequenas e cansaço assumido.

Aqui é pra quem ainda gosta de anime, série, jogo, filme, arte, rpg ou uma boa conversa — mas anda cansada do barulho.
Pra quem sente que não está sozinha nisso.
Pra quem quer companhia, não convencimento.

Isso aqui não é recomeço épico.
É retorno tranquilo. É um espaço de permanência leve. De conversa que não precisa justificar sua existência.

Um lugar pra sentar, jogar conversa fora e lembrar por que tudo isso ainda faz a gente se sentir viva.

Se você chegou até aqui e pensou “nossa, sim”…
Fica.

— Gisa